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A minha vida virada do avesso - crossfitjourney

A minha vida virada do avesso - crossfitjourney

Mente-me com os olhos

Quando a Paula me chamou no facebook para me dizer que finalmente ligava a cara á pessoa, eu fiquei nervosa. é verdade que saí de casa e fui ao encontro dela para saber o que ela tinha para me dizer, quis acreditar que ela era apenas uma mulher revoltada, triste e magoada com o final da relação. Nunca quis acreditar que o P. fosse homem para por uma mulher fora de casa de um dia para o outro sem ter para onde ir. Ela pediu me que o confrontassemos as duas e eu neguei. Fiquei na duvida, nao acreditei nela nem nele. 

Quando o confrontei disse me que a relação deles tinha acabado ha muito e que ela não aceitava, mas que a tinha deixado ficar la em casa porque ela nao tinha para onde ir. Na verdade ela mostrou me mensagens de quando nós ja estavamos juntos e eu nao sabia da existencia dela... fui tão burra...

Nunca soube a verdade, ao longo destes anos fui apanhando algumas mentiras e apercebendo que afinal ele estava realmente numa relação com ela e que terminou com ela porque eu lhe dei conversa. Era o mesmo que ele ia fazer comigo, a conversa dele comigo foi a mesma que ele teve com esta ultima rapariga "não paro de pensar em ti".... estas palavras cortam me o coração, dilaceram cada pedacinho.. e agora sim eu comeco a sangrar... 

 

Em Maio escrevi este texto:

Estou infeliz. Sim é verdade, admito que estou cansada e que nada disto que estou a viver me faz feliz.
Talvez esteja a sofrer alguma doença, sim, acredito que seja uma doença ... Mas quem esta doente? Eu ou ele? Será que sou eu que sou obcecada e que não acredito em nada do que ele diz porque não quero acreditar , ou é ele que com as suas histórias e invenções me deixa neste estado de obsessão e de dúvida? Estou cansada, infeliz e ja não sei mais o que fazer. Vivo por ele e para ele em vez de viver por mim.  Não e isto que quero para mim, não é uma relação assim que sonhei para mim. O que fazer? Deixá-lo? Sim talvez , sempre soube que seria mais feliz se não estivesse com ele. Mas será dele o problema? Não é mentira que eu fui assim com o C., talvez agora seja mais porque temos outra idade e a tecnologia permitiu que houvesse menos privacidade. O problema esta em mim? Embora pense que a culpada desta infelicidade seja eu, não me vejo como culpada, vejo sempre os outros como culpados. A culpa é dele que me mente e inventa histórias... Mas se inventa e se tem outras, se não me ama como diz e se quando diz que quer casar é mentira.... Para que estar comigo? Para que se dar ao trabalho de estar todos os dias comigo e de me fazer as vontades todas? Será que ele gosta que eu seja assim e por isso deixa me sofrer com as minhas imaginações? São tantas perguntas que eu tenho e ele não me responde, ele não fala não conversa, não conseguimos dialogar nunca... Talvez duas vezes em quase dois anos... Vou ter de tomar uma atitude.

 

porque me deixei levar tanto tempo? perdi tanto tempo da minha vida, cheguei á exaustão, deixei que as minhas expressões se tornassem mais fortes e fizessem de mim outra pessoa... dói tanto... 

O Rescaldo

Aquela criatura que eu infelizmente AMO, e não vou cuspir no prato que comi, ontem fez me o favor de me bloquear e apagar do facebook... mas porquê? perguntam voces... 

Para poder adicionar todas as gajas para quem mandava sms a engatar... foram 12 só ontem!!!

 

 

Maria Capaz

As relações que mantemos nem sempre são felizes. Vamos deixando que continuem a existir no tempo porque nos acomodamos, porque não temos coragem de dar o salto, porque temos medo de ficar sozinhas. Então, passamos os dias de mal com a vida. Desleixamo-nos. Tornamo-nos nas mulheres que um dia criticámos, dizendo “eu nunca aguentaria uma situação dessas”. Mas, tal como elas, porque somos como elas, aguentamos. Aguentamos dias, meses, anos. Aguentamos tudo em nome do amor. Achamos que é ele que mantém aquela relação. Queremos acreditar nisso, até porque só pode ser amor. Não é pelo sexo. Não é pelo respeito. Não é pelo companheirismo. Não é pelo querer estar junto. Nada disso existe. Só amor.

Depois há um dia em que achamos que chega. Olhamo-nos ao espelho e não nos reconhecemos. Algumas de nós deixam-se engordar. Outras borrifam-se na depilação. Há até quem mude a maneira de vestir ou as suas convicções e ideais. Nesse momento parece-nos não restar nada da mulher que fomos e batemos no fundo. Quando tomamos essa consciência, desenvolvemos a capacidade de nascer de novo. Precisamos quase sempre de ajuda. Precisamos de nos rodear de quem sempre nos quis bem e, às vezes, esquecemos… por causa daquele suposto amor.

Os dias e meses que se seguem são de descoberta. Redescobrimos que somos mulheres bonitas, amáveis, desejáveis. Voltamos a cuidar de nós. Voltamos a pôr-nos em primeiro lugar. Voltamos a ser melhores mães, melhores filhas, melhores irmãs, melhores amigas, melhores funcionárias. Algumas de nós começam imediatamente a desejar um novo amor. Outras esperam pacientemente que as lembranças do antigo amor se desvaneçam, para que se possam entregar por inteiro a uma nova relação. O que acontecerá depois, nenhuma de nós sabe bem. Porém, se nos virmos de novo numa relação, talvez sejamos capazes de pisar o travão mais cedo, em vez de deixarmos o comboio do falso amor seguir, eternamente, sem paragem à vista.

Joana Duarte